quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A importância do sexo nas relações

Há alguns dias o programa dominical Fantástico mostrou um casal que, por idéia da mulher, resolveram fazer sexo todos os dias, durante um ano para salvar o casamento de 10 anos, com filhos. Apesar dos percalços, o plano deu certo e o casal conseguiu seu objetivo quer era criar mais intimidade, mas, seria válido tal meio para consecução de tal propósito? Creio que entre duas pessoas inteligentes, que se amam e sabem do que "carece" sua relação que esta prestes a ruir, qualquer atitude para reconstruí-lá é saudável, é sinal de sabedoria. Sexo no casamento é fundamental, assim como respeito, cumplicidade, afeto, compreensão, parceria. Tudo funciona no sistema mútuo: O homem para com a mulher, a mulher para com o homem, é por isso que pessoas que querem apenas receber sem dar não conseguem estabelecer uma relação harmônica com ninguém. A regra para os relacionamentos afetivos é e sempre será: Não fazer e não dizer ao outro o que não deseja que o outro faça ou diga. Sou da teoria que no início da relação entre casais novos - não considero muito 10 anos de casamento para quem ainda acredita que, existindo amor, respeito e parceria uma relação pode durar mais, ou até mesmo para sempre (falei outro dia que não acredito em amor eterno quando um dos parceiros acha que pode desrespeitar o outro, o que é regra neste mundo, mas como toda pessoa pretensiosa no que tange ao bom da vida almejo encontrar, ter e ser a exceção),- sexo corresponde a 80% do relacionamento. No início as pessoas não se conhecem tão bem, costumam se desentender um pouco mais e o sexo com carinho estabiliza, acalma os ânimos e anima qualquer pessoa a ter um dia bom com um sorriso nos lábios, apesar dos inconvenientes de qualquer profissão. Com o passar dos anos, o diálogo, o afago, o "eu te entendo", o "vamos sair passear", o "fala que eu te escuto", passam a ter 70% de importância, e o sexo - que deve ser sempre bom- diminui bastante em importância. É preciso compatibilidade não apenas de gênios, mas de alegria de viver, de vontade de fazer o relacionamento dar certo, de ânimo perante a vida, e, obviamente, para o sexo. Nenhum relacionamento pode dar certo sem o término ou sem casos extraconjugais quando um tem mais apetite sexual do que o outro. Mas as pessoas teimam, mais por hipocrisia do que por amor, afinal sua educação sempre frisou que sexo não é tudo, então, para que assumir sua real importância? Acabam aturando o outro, quiçá lhe traindo, mas não o deixam "apenas" por isso. Mas sexo não é um "apenas", é um muito quando existe afeto, amor e respeito entre um casal. Ninguém agüenta viver com quem esta sempre desanimado, com dor de cabeça, ou qualquer coisa assim, não sem cansar, não sem pensar em trair, sem efetivar uma traição ou, o que é mais correto, sem dizer um belo "tchau". Isso, obviamente para quem não é hipócrita. Deixo, pois minhas parabenizações a distância ao casal americano Charla e Brad Muller cuja inteligência emocional, sinceridade, despudor, parceria e falta de hipocrisia salvou seu casamento. O livro chamado "365 noites - Memórias de uma intimidade”, de autoria do casal, ainda não foi editado no Brasil, mas creio que sua leitura seja recomendável.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A importância da individualidade no casamento

“... Depois que me casei, passei a me dedicar 100% ao casamento. Como era o meu sonho, algo que queria muito, acabei mergulhando fundo nessa relação tão desejada e passei a viver só a nossa vida. Hoje, sinto falta dos momentos onde posso estar sozinha, curtindo algo que só eu acho legal.” Este trecho foi retirado do e-mail de uma leitora cujo nome será preservado. Queixas como esta são imensamente freqüentes nos consultórios. É por esse motivo que vamos conversar hoje sobre a importância da individualidade no casamento. Quando casamos, além de nossa identidade pessoal, passamos a viver também uma identidade conjugal que pode ser definida como sendo os projetos do casal, gostos e atividades do casal. Certamente viver esta identidade conjugal é, a princípio, muito prazeroso. Porém, viver somente a vida conjugal, deixando de lado atividades que eram importantes antes da união pode causar, com o tempo, desgaste e frustração. Se afastar dos amigos, deixar de praticar aquele esporte ou hobbie favoritos para estar com o parceiro (a) pode ser, a longo prazo, muito ruim. Quantas vezes ficamos extasiadas diante de frases “você é a minha vida” ou “você é tudo para mim”. É muito gostoso ouvir esta declaração de alguém que amamos. Mas, pensando bem, como alguém pode ser tão importante para ser a sua vida? Ou, como alguém pode ser tudo para outra pessoa? Certamente, para essas pessoas, o parceiro (a) desempenha um papel fundamental (quase simbiótico) para o bem estar delas. Certamente trata-se de amantes que precisam do outro para estar bem, felizes. E se a relação não dá certo, estabelece-se aquele vazio, pois o parceiro (a) preenchia tudo (ou quase tudo). Exercitar a individualidade em um relacionamento é importante para não deixarmos de lado quem somos, o que gostamos, para ser e gostar do que outro gosta. É manter pequenas atividades que permitam viver gostos e vontades pessoais. No começo pode ser difícil, certamente será mais gostoso deixar tudo de lado e viver alguns momentos a mais ao lado da pessoa amada. Porém, todos nos precisamos (e merecemos) de um momento só nosso, onde podemos ser nós mesmos, sem precisar do outro para ser completo.

Consequências da depressão

A depressão traz uma enorme quantidade de sofrimento e prejuízos à vida da pessoa acometida.

  • A principal conseqüência da depressão é o suicido. Mesmo quando o a tentativa não é fatal, suas conseqüências são devastadoras, com seqüelas físicas e psicológicas.
  • Prejuízos nas relações familiares, que pode levar ao isolamento ou até a separação conjugal.
  • Prejuízos na vida profissional, com queda de rendimento, perda de produtividade e aumento de afastamentos.
  • Prejuízos em outros tratamentos médicos. O paciente afetado pela depressão tem menor interesse em cuidar de si mesmo, apresentando menor aderência aos tratamentos. Além disto, o organismo deprimido apresenta menor resposta imunológica.

Tratamento da depressão

O tratamento do transtorno depressivo deve ser feito pelo médico, em especial pelo psiquiatra.

O transtorno depressivo ou depressão é uma doença que pode ser tratada com grande eficiência, apresentando respostas acima de 85%.

O tratamento da depressão é feito com medicamentos chamados de antidepressivos, que agem no sistema nervoso central restaurando o equilíbrio dos circuitos e dos neurotransmissores.

Estes medicamentos NÃO causam dependência, mas só podem ser comprados por meio de receituário médico, por serem substâncias com ação no sistema nervoso central.

Dentre os medicamentos antidepressivos mais comumente empregados estão:

  • Inibidores seletivos de recaptação de serotonina: Fluoxetina, Paroxetina, Fluvoxamina, Sertralina, Citalopram e Escitalopram.
  • Inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina: Venlafaxina e Duloxetina.
  • Inibidores de recaptação de dopamina e noradrenalina: Bupropiona.
  • Antagonistas seletivos de noradrenalina e serotonina: Mirtazapina.
  • Tricíclicos: Amitriptilina, Nortriptilina, Clomipramina e Imipramina.
  • Inibidores da monoaminoxidase: Moclobemida.

Em casos graves, onde existe necessidade de resposta mais rápida, como é o caso de pensamentos suicidas persistentes, o médico pode prescrever a eletroconvulsoterapia (ECT). A ECT é um procedimento indolor, feito sob anestesia, com recuperação rápida (menos de uma hora, o paciente retorna para casa).

Quais os sintomas da depressão???

Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais...

  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade para chorar
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas freqüentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual